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Outro dia, entre uma tarefa e outra do trabalho, percebi como é fácil entrar no automático. As demandas chegam, os prazos apertam, os e-mails não param de surgir. Quando nos damos conta, estamos apenas resolvendo problemas que aparecem pelo caminho, como quem apaga pequenos incêndios ao longo do dia.
Enquanto pensava nisso, me ocorreu que muitas organizações vivem exatamente assim.
Não é que falte competência ou dedicação. Pelo contrário. Há esforço, há trabalho, há pessoas comprometidas. Mas, em meio à correria das atividades diárias, às vezes falta algo simples: parar um momento para pensar no caminho.
É justamente nesse ponto que entra o tal do planejamento estratégico.
O nome pode parecer técnico, até um pouco distante da rotina. Mas, no fundo, a ideia é bastante simples. Planejar estrategicamente é fazer uma pausa para olhar ao redor e perguntar: onde estamos e para onde queremos ir?
Alguns autores explicam esse processo de forma bastante estruturada. Chiavenato e Sapiro (2016), por exemplo, destacam que o planejamento estratégico envolve analisar o ambiente interno e externo da organização para compreender suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. É quase como abrir um mapa antes de iniciar uma viagem.
Nesse momento surgem perguntas importantes. Qual é a missão da organização? Qual futuro ela deseja construir, sua visão? E quais valores devem orientar as decisões ao longo do caminho?
Essas respostas funcionam como uma espécie de bússola.
Claro que pensar no caminho é importante, mas também é preciso caminhar. Por isso o planejamento precisa se transformar em metas, objetivos e ações concretas. Ferramentas como o Balanced Scorecard, desenvolvidas por Kaplan e Norton (1997), ajudam justamente nisso: transformar ideias estratégicas em resultados que podem ser acompanhados no dia a dia.
Mas existe algo curioso nesse processo.
O planejamento estratégico não elimina as incertezas. O mercado muda, as tecnologias evoluem, novas oportunidades surgem. Ainda assim, quando uma organização sabe para onde quer ir, fica mais fácil ajustar a rota sem perder o rumo.
Talvez seja por isso que o planejamento estratégico, no fundo, se pareça muito com um hábito simples da vida: parar um pouco, observar o caminho e escolher conscientemente a direção antes de seguir adiante.
Porque trabalhar muito é importante.
Mas saber para onde estamos indo faz toda a diferença.