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Eu sou apenas eu, um carioca apaixonado pela vida e com muitas histórias para contar.
Nasci com o som do ônibus freando na esquina e o vendedor gritando na rua. Cresci aprendendo que a vida não pede licença, ela acontece. Entre o calor insistente dos 40 graus e o vento que anuncia mudança, fui entendendo que ser do Rio é quase um estado de espírito. A gente reclama, mas ama. Cansa, mas insiste. Tropeça, mas segue.
Não sou herói de grandes feitos. Sou colecionador de momentos. Guardo lembranças como quem guarda fotografias amadoras, talvez tortas, talvez sem filtro, mas carregadas de verdade. Já aprendi com o silêncio, já discuti com meus próprios pensamentos e já recomecei mais vezes do que gostaria de admitir.
Tenho um jeito atento de olhar o mundo. Percebo o detalhe que passa despercebido, a pausa no meio da frase, o peso escondido atrás de um sorriso. Talvez por isso escreva. Escrevo para organizar o que sinto. Escrevo para transformar rotina em reflexão. Escrevo porque algumas emoções não cabem apenas dentro de mim.
Sou feito de fé, mas também de questionamentos. De convicções firmes e de aprendizados diários. Acredito na força dos recomeços, na coragem silenciosa de enfrentar batalhas internas e na beleza de continuar, mesmo quando ninguém está olhando.
Carrego histórias que não são extraordinárias para o mundo, mas são gigantes para mim. E descobri que é justamente aí que mora a riqueza da vida, no que é simples, no que é verdadeiro, no que é vivido de dentro para fora.
Eu sou apenas eu.
E talvez, no fim das contas, isso seja minha melhor história.